Bem Vindos...http://www.blogger.com/img/gl.italic.gif

Este blog tem a missão de manter os assuntos discutidos em sala de aula no ar, para que possamos compartilhar informações entre nós, os alunos do terceiro D..!
Não serão permitidos nenhum tipo de agreção verbal contra nunhum aluno ou professor !

Obrigado a todos e um ótimo acesso

Professores favor enviar atividades em anexo para:
cpmterceirod@hotmail.com

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ATENÇÃAAAO, PEÇAAAA!

Se possivel, gostaria que todos estivessem com a peça amanhã, para um ensaio, apresentação QUINTA FEIRA, estudar muuuuuuito!!!!!!!
ps: os que são da peça, mas nao estão com nenhum personagem, fazem parte da plateia, no dia da apresentação, encaminharemos!


”Originalidade ou Morte”



Fala um (tainara):
A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.
     Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual”.
     A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.
Fala dois (allana):
A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café-com-leite.Na epoca o capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista e foi totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionais. A nova geração intelectual brasileira sentiu a necessidade de transformar os antigos conceitos do século XIX. Embora o principal centro de insatisfação estética seja, nesta época, a literatura, particularmente a poesia, movimentos como o Futurismo, o Cubismo e o Expressionismo começavam a influenciar os artistas brasileiros. Anita Malfatti por exemplo trazia da Europa, em sua bagagem, experiências vanguardistas que marcaram intensamente o seu trabalho, que em 1917 realizou a que ficou conhecida como a primeira exposição do Modernismo brasileiro. Este evento foi alvo de escândalo e de críticas ferozes de Monteiro Lobato, provocando assim o nascimento da Semana de Arte Moderna.

Primeira Peça!

Numa sala, (pode ser um sofa com uma mesinha de centro), estão reunidos ( pode ser tomando um cafézinho): Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Paulo Prado (homem influente e de prestígio na sociedade paulistana, consegue que outros barões do café e nomes de peso patrocinem, mediante doações, o aluguel do teatro para a realização do evento, também é fundamental seu papel na adesão de Graça Aranha à causa dos artistas "revolucionários”), Marinetti Prado (esposa de Paulo Prado)
Todos sentados com Mario andando de um lado pro outro...
 

Marinette (CAROL): Mario de Andrade você esta muito quieto... confessa.
Mario (PAULO CARDOSO): Ah, Marinetti Prado... Estava pensando no amor, a sua capacidade subversiva que da a força e a coragem aos amantes.
Oswald (EVERTON): Aos inves de você pensar no amor, porque você não pensa em uma maneira de nos revertermos a mentalidade artistica dessa cidade?!
Marinetti (CAROL): Oswald, por que vocês não fazem um evento que msiture a exposição de pintura, composição musicale  a declamação de poesias... Oh, estou falando alguma tolice Paulo Prado?
Paulo Prado (WESLEY): não, meu amor.
Mario (PAULO CARDOSO): Marinetti, você acaba de me dar uma grande ideia. Pronto! Esta resolvido. Nos vamos fazer uma Semana de Arte Moderna.
Oswald (EVERTON);: aonde?
Paulo Prado (WESLEY): Bom, eu posso conseguir o teatro municipal.
Mario (PAULO CARDOSO): Como?
Paulo (WESLEY): Consigo que outros barões do café e nomes de peso patrocinem, mediante doações, o aluguel do teatro.
Todos começas a rir e comemorar. Lobato entra na sala e interrompe.
Lobato (CARLOS): Para que tanta comemoração?
Oswald (EVERTON): Olha só, achamos o presidente do nosso evento... Monteiro Lobato.
Lobato (CARLOS): Eu? Presidente da Semana de Arte Moderna? Nem pensar!
Oswald (EVERTON): Lobato tem é medo de se deixar seduzir pela arte moderna.
Lobato (CARLOS): Desse medo estou livre Oswald. Quando vocês fizerem a Semana de Arte Brasileira pode me convidar!

Lobato se retira da sala... E entra na sala Graça Aranha.

Mario (PAULO CARDOSO): Ô Lobato... Lobato!
Graça (JÃO PAULO): Acabo de vir do Rio, e trago uma maravilhosa noticia... Acabei de vender 2 milhões de saca de café para a França.
Paulo Prado (WESLEY): Vendeu 2 milhões do meu café?
Mario (PAULO CARDOSO): Bom, agora que o Paulo Prado ficou ainda mais rico, ele vai patrocinar sozinho a Semana de Arte Moderna. E o Graça pode ser o nosso presidente.
Oswald (EVERTON): Acho melhor não.
Marinetti (CAROL): Por quê? O homem é um diplomata, escritor conceituado. Daria um bom presidente para a nossa semana. Ele é uma excelente indicação, tem boas relações e nos precisamos trazer gente do Rio de Janeiro, caso contrario o Brasil não vai tomar conhecimento da Semana.
Mario (PAULO CARDOSO): Está resolvido então.
Anita Malfatti entra na sala junto com Villa Lobos...
Oswald (EVERTON): Grande Villa Lobo, o que acha de participar da Semana de Arte Moderna?
Villa Lobos (FELIPE BELLO): Participo sim, claro. Tudo pela arte.
Paulo Prado (WESLEY): Imaginem o Villa Lobos no Palco do Municipal. Nunca mais São Paulo será a mesma!
Oswald (EVERTON): E você Anita?
Anita (PAULA): Não contem comigo. Eu não vou ser mais uma vez o saco de pancadarias dessa cidade.
Oswald (EVERTON): Não tem sentido fazer a Semana de Arte Moderna sem a artista que nos mostrou o expressionismo, Anita Malfatti.
Anita (PAULA): Eu não posso ariscar a minha reputação de artista nessa aventura!
Mario (PAULO CARDOSO): Anita, em nome da nossa amizade, da admiração que temos por você. Em nome do grande sabido afeto que eu tenho por você. Por favor, junte-se a nos.
Anita (PAULA): Eu vou escolher algumas telas.
Mario (PAULO CARDOSO): não se esqueça do “Homem Amarelo” .
Anita (PAULA): O que eu não faço por você, em Mario?
As cortinas se fecham.
Fala três (taiane):
A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas ideias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno. A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. Onde as  novas vanguardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras, sendo alvo de críticas e em parte ignorada, não sendo tão bem entendida em sua época.
Linha do Tempo!
Fala quatro (ailma):
  •  A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, que aparece inicialmente através da atividade crítica e literária de Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Mário de Andrade e alguns outros artistas que vão se conscientizando do tempo em que vivem. Oswald de Andrade, já em 1912, começa a falar do Manifesto Futurista, de Marinetti, que propõe “o compromisso da literatura com a nova civilização técnica”. Mas, ao mesmo tempo, Oswald de Andrade alerta para a valorização das raízes nacionais, que devem ser o ponto de partida para os artistas brasileiros. Assim, cria movimentos, como o Pau-Brasil, escreve para os jornais expondo suas idéias renovadoras de grupos de artistas que começam a se unir em torno de uma nova proposta estética.
    Relatos afirmam que no primeiro dia de exposição à c
    asa encontrava-se cheia. Espalhadas pelo saguão do Teatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna". Tudo transcorreu em certa calma neste dia.
Fala cinco (Victor):
No segundo dia sabe-se que Guiomar Novais era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados, iniciativa aplaudida pelo público. Mas a "atração" dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética. Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos…) que se alternam e confundem com aplausos. E Ronald de Carvalho que ao ler o poema intitulado Os Sapos de Manuel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) recebeu do público um coro atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em algazarra.e Ronald teve de declamar o poema pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma crise de tuberculose.
Fala seis (Ana Karenina):
O ultimo dia foi o mais tranquilo da semana, com apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado…
Fala sete (taiane):
O catálogo da Semana apresentou nomes como os de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Yan de Almeida Prado, John Graz, Oswaldo Goeldi, entre outros, na Pintura e no Desenho; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, na Escultura; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na Arquitetura. Entre os escritores encontravam-se Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, e outros mais. A música estava representada por autores consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga e Frutuoso Viana.
Segunda peça

No teatro, Graça Aranha inicia com o evento... Graça entra no palco e todos começam a aplaudir.
Graça (JÃO PAULO): Para muitos de vós, esta curiosa e sugestiva exposição; que gloriosamente inauguramos hoje, é uma aglomeração de horrores. Aquele “Homem Amarelo”, aquele “Carnaval Alucinante”, aquela “Paisagem Invertida”, se não são obras da fantasia de artistas, são seguramente desvairadas interpretações da natureza e da vida.
Alguém da platéia (ANDRÉ): Bravo Graça Aranha. Bravo!
Graça (JOÃO PAULO): Não esta terminado vosso espanto, muitos horrores os aguardam. Uma poesia liberta, uma musica extravagante, vira a revolta aqueles que reagem movidos pela força do passado.
A mesma pessoa da platéia (ANDRÉ): Pois que venham!
Graça sai do palco e entra Oswald declamando uma de suas poesias...
Oswald (EVERTON): Os Condenados...
Platéia começa a vaiar interrompendo a fala de Oswald. E as cortinas se fecham.

Fala oito (tainara);
A Semana, como toda inovação, não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas, e a crítica não poupou esforços para destruir suas idéias, em plena vigência da Republica Velha, encabeçada por oligarcas do café e da política conservadora que então dominava o cenário brasileiro. A elite, habituada aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, sentiu-se violentada em sua sensibilidade e afrontada em suas preferências artísticas.

Fala nove (tainara)

A Semana não foi tão importante no seu contexto temporal, mas o tempo a presenteou com um valor histórico e cultural talvez inimaginável naquela época. Não havia entre seus participantes uma coletânea de idéias comum a todos, por isso ela se dividiu em diversas tendências diferentes, todas pleiteando a mesma herança, entre elas o Movimento Pau-Brasil, o Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta, e o Movimento Antropofágico. Os principais meios de divulgação destes novos ideais eram a Revista Klaxon e a Revista de Antropofagia.
O principal legado da Semana de Arte Moderna foi libertar a arte brasileira da reprodução nada criativa de padrões europeus, e dar início à construção de uma cultura essencialmente nacional.

Após essa Semana, houve mudanças claras nas produções literárias: um rompimento com o academicismo literário e com a gramática normativa e a incorporação na poesia e na prosa da liberdade na expressão de idéias e nas formas (versos livres), da pontuação subjetiva ou ausência da mesma, da linguagem vulgar, do coloquialismo.

Terceira peça, (conclusão)


Maria Bethania e a Mídia (entrevista), tem que ter o câmera mem, e microfone para o entrevistador e figurantes formando a platéia. Cenário típico de um programa. No fundo tem que ter uma faixa/placa informando o nome do programa ‘’ De frente com: ‘’


Entrevistador (LAÍS): Bom dia platéia, hoje no de frente com: estamos com a nossa queriada Bethania... Minha ilustre Maria Bethania... E hoje, 89 anos depois da semana de 22, como você se sente? Já que atualmente você interpreta músicas de Villa Lobos, um incrível participante do evento.

Maria (ERIKA): Satisfeitíssima, eu não participei da semana, mas graças a ela fui influenciada por figuras maravilhosas. Aaaah... Abençoado seja Villa Lobos e suas composições! 

Entrevistador (LAÍS): E você acha que a Semana valeu a pena?

Maria (ERIKA): Ah eu acho sim, por que vale a pena lutar por um ideal, a arte é um dom, lutar pela arte faz a vida mais bela, se a vida imita a arte ou a arte imita a vida ninguém sabe e também não interessa, mas sei que a arte e a vida caminham de mãos dadas, e é isso que faz a gente suportar a dor. E com a Semana tivemos essa grande iniciativa pela arte.

Entrevistador (LAÍS): Obrigado Bethania!


Nenhum comentário:

Postar um comentário